E aí jogadores!?

Mario. Quem é Gamer sabe de quem se trata. Não, não é o cara do armário. É o encanador italiano mascote da Big N (Nintendo para os desavisados). Mas, porque um encanador italiano é o mascote de umas das maiores e melhores empresas de games da Via Láctea? Simples, quando a Nintendo lançou o jogo Donkey Kong nos arcades em 1981, o personagem principal chamado de Jumpman (porque será?) era muito parecido com um funcionário do escritório da Nintendo em Nova Yorque chamado Mario Segalli, que era italiano. E a referência com encanador? Bom, essa questão é resolvida observando que o Jogo Mario Bros. era cheio de tubulações e na Itália é uma profissão que rende muito dinheiro, por isso as moedas do jogo. Ok, o que Mario tem a ver com 64 Bit? Tudo. Foi o Jogo Super Mario 64 que introduziu os Gamers no mundo 3D com jogabilidade 3D utilizando o incrível controle analógico, até então (1996) inédito no mundo dos games. Antes de continuarmos com essa saga vamos voltar alguns meses do referido ano… Quando eu li nas revistas de games da época que a Nintendo iria lançar um novo console, eu endoidei. Tinha que ter, afinal, sou fan da empresa. Mas tinha um problema: $$$$$. O console iria custar R$ 660,00. Sim esse valor em 1996. Imagina a facada? Eu era estudante. Como fazer? Tive que trabalhar.

Onde e com 17 anos? Playtime. Sim, em um arcade perto de casa. Acredite, era um inferno. Um calor sem fim, jogadores sem educação e um barulho das máquinas na cabeça o dia todo… Já tinha até memorizado as músicas de Fatal Fury 3. Mas como a ontade era maior que o sofrimento, fiquei um mês lá. Juntei o que podia: Vendi meu Sega Saturn e meus 200 gibis da Marvel e DC, sim ainda liamos isso na época.

Finalmente tinha o dinheiro! Eu e meu irmão fomos correndo, sim correndo a pé, até um taxi para não perder tempo. Era o dia de lançamento. Chegando no shopping, fomos correndo até a loja, é, parecíamos dois viciados em abstinência. As pessoas ficavam olhando como se estivesse ocorrendo algo sério. Chegamos lá. Vi várias caixas vermelhas e verdes. Meus olhos brilhavam, meu coração acelerado, minhas mãos suando e tremendo… Calma, não é pânico, afinal estávamos correndo o dia todo. Peguei o dinheiro enrolado e larguei na mão do vendedor. Nem queria abrir a caixa ali. Queria ir pra casa. Pegamos a caixa e saímos correndo até outro taxi, pois além de ser mais rápido, era mais seguro. Já pensou em um assalto? Teria que matar o assaltante! – Brincadeira. Chegamos em casa todo suados, mas valeu a pena a maratona e cada centavo coletado. Quando abrimos a caixa, parecia que as portas do paraíso dos Gamers estavam sendo abertas. O console imponente, resistente, o controle grande e confortável com uma alavanca que nunca tínhamos visto antes e ele, o cartucho do Super Mario 64, sim, era cartucho e sim, nessa época os consoles vinham com jogos e não era bundle, era normal. Quando ligamos o console com o cartucho inserido e vimos o rosto do Mario na tela observamos que a nova geração 64 Bit tinha chegado. Os polígonos eram firmes, a movimentação suave, com efeitos de luz e sombra impressionantes para a época. Apertamos “Start”. Logo de cara vimos Mario saindo da famosa tubulação verde. Aquilo era incrível! O controle analógico era um show à parte. Você podia mover o Mario para onde quisesse. Nunca isso foi feito antes. Tudo era bonito e rápido. Estávamos jogando um Mario 3D!! O Nintendo 64 usava um processador com arquitetura RISC e GPU de 64 Bits reais da Silicon Graphics, a mesma empresa responsável pelas estações de trabalho que animaram os dinossauros do filme Jurassic Park em 1994. Essa tecnologia foi observada nas texturas e movimentação dos polígonos, eles não tremiam ou a textura estourava como nos concorrentes, sem falar que era um console da Nintendo e era Mario. Durante a vida útil do Nintendo 64 vimos muitos efeitos nunca vistos antes: Mario metálico, ondas independentes de Wave Race, mestres de água de Zelda: Ocarina of Time, etc.

Estávamos na era 64 Bit de fato. Muitos criticavam o console por não ter CD-Rom, mas imaginem como seria a lentidão para carregar isso tudo por CD? Sem falar que o diferencial real era a aplicação de filmes e custos de produção, mesmo assim o Nintendo 64 teve jogos como Resident Evil 2 que tinham esses vídeos. Então é isso, valorizem os seus consoles atuais conhecendo os antigos.

Viva a Shigeru Miyamoto!

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One thought on “Geração 64 bit

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