E aí jogadores!?

Ele chegou. Quantum Break está disponível desde ontem. Nós da redação do GG (Games por Gamers) jogamos o título e temos nossa opinião do exclusivo de console do Xbox One e PC.

Primeiramente vamos destacar que o título tem uma qualidade geral excelente. Som, gráficos, enredo, jogabilidade e tempo de jogo. Tudo funciona bem, com excessões.

O som do game é primoroso. É possível notar os sons metálicos caraterísticos de cada arma, o som das explosões temporais, etc. Mas o que merece uma maior atenção é o trabalho de dublagem. O título está inteiramente em português do Brasil e conta com muitos profissionais conhecidos do público e os diálogos são bem naturais.

Quando tratamos de gráficos, entramos em uma área delicada. Diversos gamers valorizam muito este aspecto em um game. Eles não estão errados. Não sejamos hipócritas. Quem aguenta ainda jogar um game com gráficos de 2001? Mas não podemos esquecer que é o conjunto da obra que conta (alguém falou de The Order: 1886?). Quantum Break conta com gráficos refinados, modelagem e texturas perfeitas que nos confundem entre gameplay e os vídeos de live action, bem como efeitos de físicas muito bem feitos, porém foi utilizada uma técnica que deixou o visual do game com as bordas pouco granuladas em certos momentos. Para os extremamente exigentes e caçadores de pixels, o efeito ficou um pouco estranho, mesmo assim o título tem um dos melhores gráficos da atual geração de consoles.

Um dos diferenciais do título é o enredo bem planejado e a existência de uma série dentro do game. A história trata da criação de uma máquina do tempo e as implicações do seu uso. É um tema meio batido, mas bem usado, inclusive é possível ver uma série de capítulos em live action após o término de cada episódio do game. Os vídeos são muito bem feitos e não devem nada aos seriados das grandes tv’s por assinatura.

Sobre a jogabilidade, temos que dar os parabéns à Remedy. Como em outros títulos da empresa (Alan Wake e Max Paine), os comandos são bem precisos e não forçam o gamer ao erro. Inclusive o sistema de cover é automático. Muito bom. O que sentimos falta foi a existência de puzzles. Praticamente o título funciona apenas com modo de tiro. Existem alguns poderes de controle do tempo, que são bem aplicados, mas pouco variados. Outro aspecto que merece crítica é a repetição das ações e mal uso dos cenários, sendo estes apenas decorativos em sua maioria. Em muitos momentos o jogador simplesmente só vaga pelos cenários em busca de arquivos de computador.

Quando falamos de games estritamente solo, sem modo multiplayer, fica a dúvida quanto ao tempo de jogo. Quantum Break tem aproximadamente 12 horas de duração. Parece pouco, mas como o game tem opções de escolhas de caminhos, esse tempo pode ser aumentado em um replay.

E aí? Vale a pena?

Vale, porém, recomendamos adquirir o título em alguma promoção. Tem sim qualidade, mas não revoluciona e não tem multiplayer. E para aqueles que só querem sentar o dedo o tempo todo, podem frustrar-se, pois essa não é a proposta do game. Se vocês não se preocupam com esses detalhes, Quantum Break é um dos melhores título dessa geração e proporciona muita diversão.

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